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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Se eu falasse...

diria assim:

Este gato sem vergonha faz de mim a sua cama...

mas como é óptimo para eu brincar, lá o vou tolerando.

  

gato_dormirLabrador.JPG

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publicado por LauraBM às 16:27

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3 comentários:
De Rafeiros SOS a 21 de Março de 2010 às 18:11
Olá!

Gostava que publicassem o meu fórum: www.rafeiros-s-o-s.com no vosso blog :) É um fórum de animais :)

Se quiserem também posso divulgar o vosso blog no meu fórum :)

Contactem-me: rafeirosos.@hotmail.com

Cmps


De Claudia braz a 18 de Janeiro de 2010 às 23:47
Em homenagem a um grande amigo:

Da minha janela com grades eu via um mundo. Na verdade o mundo que me esperava mas cuja espera eu desconhecia. Um mundo que se revelava grandioso em coisas absolutamente simplórias e ternas.

Meu cachorro se chamava Dick. Segundo minha avó, que nos criava, era o nome de um artista ou personagem do cinema de faroeste americano. Já meu avô, que nos repreendia nas traquinagens, dizia que era o nome de um cantor de rádio de uma década já extinta. Doce época nas suas recordações.

Eu e Dick fomos criados assim. Dois bichos, bichinhos soltos nas ruas do quintal da velha casa. O quintal era grande, cheio de árvores e suficiente a nossa gana e curiosidade. Dick era sempre mais rápido do que eu nas corridas matinais e eu sempre atribui isso ao fato de ter ele duas pernas há mais. Mas compensando isso eu sempre ganhava dele quando o assunto era esconder-se de forma eficaz, camuflagem absoluta frente ao inimigo. Um inimigo cujas armas contra mim eram uma cauda balançante e um palmo de língua cheio de saliva grudenta mas que era a minha alegria na volta da escola.

Dick me fazia normal de uma forma que minhas amiguinhas de colégio não eram capazes de fazer. Lá, no meio delas, cheias de bonecas e mães e pais diferentes dos que eu conhecia, eu era penas uma menina desengonçada, que não sabia brincar de nada que não fosse de correr e que não saía de casa hora nenhuma além do horário das aulas. Implicavam comigo às vezes porque minhas orelhas estavam sempre sujas, minhas unhas grandes e enegrecidas pelo manuseio do carvão vegetal. Não acreditavam que na casa onde eu morava não tinha fogão a gás e que a televisão era preto e branco e desligada às sete da noite. Talvez por conta dessas e de outras incompreensões eu preferisse a companhia constante do meu irmãozinho de quatro patas e olhos brilhantes.

Dick não se importava com o fato de eu não saber e nem gostar de brincar com bonecas. Ele só se aborrecia, nitidamente, com as subidas nas árvores, em alturas que ele não podia acompanhar, apesar de suas quatro patas ligeiras. Suas reclamações nesse sentido eram latidas em alto e bom tom, tanto que ás vezes despertavam as precauções exageradas de minha avó, trazendo-a vigilante, com um facão em punho ao quintal para averiguar, como um Sherlock Holmes de saias rodadas e encardidas, o que se passava nos seus domínios frutíferos. Claro que a essa altura, os bandidos, Dick e eu, já estavam longe do alcance de sua visão reduzida sendo que as pragas desferidas por sua boca vivida passavam por cima de nossas cabeças e identidades indo fixar-se, ainda que de relapão, na consciência ferida de algum vizinho inescrupuloso.

Enquanto minha avó discursava horas a fio, em voz alta, praguejando contras os supostos invasores de seu território, eu e meu cúmplice já estávamos empenhados em nova artimanha, correndo atrás das galinhas e dos patos quintal afora. Como bons detetives piratas farejávamos (mais ele do que eu admito!) os ninhos cheios de ovos das senhoras galináceas que teimavam em negá-los ao sustento daqueles que lhes davam o milho de cada dia. Dick sempre encontrava os ninhos maiores e balançava a cauda eufórico pelo tesouro encontrado, pois sabia que a recompensa seria dupla: um almoço suculento e afagos envoltos nos carinhos de algumas mãos.

Lembro-me perfeitamente da tarde em que adotei um gatinho e chamei Dick para uma conversa acerca do novo morador. Com todo bom cachorro ele não admitia, até aquela tarde, a presença, ainda que momentânea, de um felino nas imediações da rua, mas depois de nossa conversa adulta e clara, ele quedou-se de amores pelo bichano ao ponto de defendê-lo de outros de sua própria raça. O bichano por seu turno também deu-se a mais completa e irrestrita confiança para com o cachorro chegando ao extremo de enfiar a cabeça, pequena e indefesa, na bocarra do amigo canino.

Mas Dick não era um poço de virtudes em tempo integral. Às vezes, só as vezes, deixava transparecer suas fraquezas. A época junina por exemplo era o seu maior pesadelo, pois temia, mais que à água fria de um banho forçado, os fogos de artifício que eram o ponto alto das comemorações em louvor ao primo de Jesus Cristo. A coisa era tão séria que em certa ocasião Dick violou as regras de etiqueta em relação ao banheiro e invadiu o recinto enquanto eu tomava banho fugindo do barulho horrível das explosões. Bem verdade que ficou ali apenas alguns segundos e de cabeça baixa olhando para todos os lados exceto para mim, embora eu perguntasse insistentemente o que estava acontecendo. Acho que meu cão era um gentleman na melhor assepsia da palavra.

Filhos? Sim Dick teve filhos. Uma filha reconhecida pelo menos. A mãe não era lá essas cocadas mas a cadelinha puxou à graciosidade do pai. E o temperamento também, pude constatar tempos depois. Aliás, em se tratando de família éramos bastante parecidos. A mãe de Dick, uma cadela chamada Piranha - nenhuma alusão ao tom pejorativo da palavra - que também não gostava dele, assim como a minha - que era uma piranha no exato sentido figurado do termo. Talvez isso explique algumas de nossas grandes afinidades ao ponto mesmo de nos compreendermos apenas com uma olhadela. Dick sabia exatamente quando e o quanto eu estava triste. Sabia tanto que em determinadas ocasiões matinha certa distância de segurança de mim pois conhecia desde sempre os meus pueris ataques de rancor e solidão. Nessas ocasiões tudo o que meu amigo fazia era sentar-se há alguns centímetros e fixar o olhar num ponto qualquer, em geral perdido, do horizonte, até ouvir minha voz chamá-lo, no tom choroso que ele já tão bem conhecia. Quando ouvia esse sinal ele levantava a orelha direita, como que para ter certeza do que ouvira, abanava a cauda numa velocidade que aumentava gradativamente e me lambia onde sua língua carinhosa alcançava. Em seguida sacudia-se todo e me convidava, sem palavras, só com um grunhido inaudível, para uma corrida pelo terreiro.

Na manhã em que Dick morreu entrei em contato com minha primeira e real perda. Claro, eu sentia falta da família ideal, daquela que a maioria tinha, daquela que era possível e, acima de tudo, daquela que eu poderia ter tido. Mas essas ausências não me eram palpáveis. É difícil sentir realmente falta daquilo que não se teve. Dick não. Ele era meu maior e melhor amigo, desde sempre, desde que meu mundo exterior tomou forma e cor. Minhas mais remotas lembranças, quando vasculho a mente infantil que teima em habitar minha alma, remontam àquela manhã fria quando um lindo filhote de pelos crespos em tons marrons foi depositado sobre meus esburacados lençóis.

A morte é uma coisa irremediavelmente estúpida. A do Dick foi. Quando o encontrei estava caído, se debatendo dolorosamente e sua língua, antes fonte de tão grata ternura, estava roxa denunciando a peçonha que o consumia. O velho vizinho que tinha ido me avisar dissera que Dick estava louco, vítima da terrível hidrofobia. Mas ele não estava, ou se fora realmente vitimado por essa terrível moléstia que tolhe completamente o discernimento de um cão, o amor dele por mim foi sem dúvida maior. Quando chamei o seu nome ele olhou-me da forma mais terna que a dor lhe permitia. Eu e minha impotência nos aproximamos dele, mas só minhas lágrimas desesperadas lhe fizeram companhia até que tudo ao redor tornou-se silêncio.

Enterrei seu corpo no quintal e algum tempo depois um estranho arbusto alegre e verdejante nasceu em volta da “cripta” de terra e orvalho. Eu não reparei no fenômeno naquele momento, mas alguém um dia, olhando para aquele lugar, para aquele bonito arbusto, observou que as pequenas folhagens estavam distribuídas na forma de um coração, irregular é verdade, mas um coração.

Jamais consegui ter outro cão...minto...jamais consegui ter outro amigo como ele. Acho que Dick cumpriu sua missão para comigo. Ele me ensinou os grandes valores dos pequenos gestos. Ele me ensinou que não se pode ter tudo, mas que se pode fazer do pouco que se tem algo mágico, supremo e eterno.
Claudia Braz - Bahia


De bmal a 11 de Novembro de 2009 às 19:28
"Se eu falasse" - vamos procriar umas pulguinhas?!rsrsrsrrsrssssss...


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