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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2004

Kimba-Capít. final-hist.d'amor

'KIMBA' o meu cão!
'História d'amor'! Capítulo final:
Carta aberta aos meus amigos.

Kimba_urna.jpg

Agora entendo perfeitamente o que vejo escrito nas lápides dos cemitérios:
«Com a eterna saudade de........» São os parentes e amigos que não esquecem quem desapareceu da face da terra.
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Infelizmente nem as preces, os votos e a força de todos os amigos puderam salvar o meu cão. O Kimba estava atacado em último estado por doença fatal que não o poupou.
última análise feita e enviada para o país vizinho, Espanha, onde há laboratórios muito mais sofisticados, declarou que o seu organismo estava incapacitado de produzir anti-corpos para se defender.
Também a idade de 10 anos, não ajudou.
Cães pequenos, em média, duram mais que os outros de grande porte.
O meu amor e grande amigo de 10 anos morreu nos meus braços. O seu último suspiro, lento e grande como se de uma pessoa se tratasse, foi junto ao meu coração e fui eu quem lhe fechou os olhos.
A grande e bela cabeça negra no meu peito; as patas da frente, abraçadas a mim.
Ele morreu sem dor, eu sofri demais.
Uma dor que não dói no corpo, apenas na alma.
Lágrimas que caiem, mas não mitigam nem acalmam.
A sensação de impotência e de uma grande perda, por algo que jamais será recuperado e não voltarei a ver.
Ele soltou um último suspiro, e os meus começaram aí.
É um soluçar com vontade de gritar aos quatro ventos: - NÃO É JUSTO, MEU DEUS!

Uma injecção evitou o sofrimento que iria começar. Ele tinha deixado literalmente de comer e beber na véspera.
Na 4ª feira de manhã, repentinamente, perdeu a firmeza nos quartos traseiros e cambaleou contra a porta do meu quarto.
De cabeça perdida, meti-o no carro e parti para a veterinária.
O meu marido deixou o filho no emprego, e foi ter connosco.
Chorávamos todos: eu, o dono, a veterinária, a ajudante.

Era uma história de grande amor entre donos e um animal que era 'UM SENHOR'.
As suas atitudes e postura, ao longo da vida, o demonstravam.

Ciumento como era, acabou adoptando o gato porque a sua dona gostava também muito dele.
Bastava que eu lhe perguntasse pelo gato e ele partiu quintal fora, nariz no chão até ao último local onde o gato estava ou tinha estado. Só ficava descansado e dormia se todos estivéssemos em casa, incluindo o seu rival em amor - o gato.

Morreu-me o meu amor e companheiro canino!!!!... Quem pode consolar-me?

Foi dramático! Estou a relembrar tudo o que se passou.
As lágrimas correm a quatro e quatro, e os soluços voltaram.
Só quem ama animais, e os tem, poderá compreender o que é perder-se um amigo que nos adora todos os dias e a todas as horas, e no-lo diz com os olhos.
Vejo-o em toda a parte: deitado à porta de casa, patinhas caídas no degrau, dentro de casa, em pé, às janelas, espiando quem bateu à porta, (ele tinha pouco menos que a altura de uma pessoa). Na janela da marquise observando se o gato andava na bulha com outros; ele queria logo sair para ir acudir e num desassossego vinha chamar-me.
Ainda o recordo, deitado na cesta, ao lado da minha cama, onde passou as duas últimas semanas de vida.
Apesar de ter uma cama de verga há anos, comprei-lhe a maior cesta que havia no mercado, em tecido vermelho por fora e cinza escuro por dentro. Fiz um colchão com uma placa de espuma e forrei com tecido. Acrescentei diversas almofadas, (porque ele gostava e tinha muitas), e as suas mantas preferidas.
Fiz o que entendi ser o melhor para ele e para lhe dar o máximo de conforto.

Fui com ele a última semana, todos os dias, 4 horas - das 3 às 7 - à clínica veterinária. Ele precisava levar soro, e eu tinha que lá estar, junto.
Ele com o soro injectado numa patinha, deitado na marquesa e eu numa cadeira, ao lado, com a sua cabeça e patas no meu colo; falava com ele e fazia-lhe festas para o acalmar.
O desânimo perante as malditas análises que não baixavam os níveis, e cada vez que chegavam eram desesperantes... tudo nós suportámos, os dois.
Estavam a ir-se, aos poucos, a saúde e a vida.
A alimentação especial, que ele recusava e eu lhe dava, com uma seringa enorme, forçando-o a engolir as bolinhas da carne especial de dieta, à base de produtos sem proteína e fósforo, (porque esses, ele já os não digeria) e eu, amorosamente, lhe metia na garganta, para que se alimentasse, já que não se esforçava para comer.
Meus amigos, foi um acto de amor entre a dona e o seu cão.

Se ele acordava de noite e se manifestava ou saia do quarto, eu acalmava-o ou levantava-me e ia junto dele até o trazer de volta para a cama...
Tenho a certeza que muitos humanos não terão sido assim tratados.

Tudo fizemos.
Gastámos o que foi preciso sem olhar a despesas. Só queríamos salvar o nosso querido amigo.
Não foi possível!
Deus não atendeu a minha prece pela vida do meu cão, e escreve direito por linhas tortas.
Reservou-me outra missão. Estou a cumpri-la.
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Na 3ª feira, no dia anterior à morte do meu querido, estava na veterinária uma senhora com uma cesta enorme de cachorrinhos, quatro cadelas e dois cães.
Apaixonei-me por eles todos.
Um deles chamou a minha atenção, por ser tão parecido com o meu Kimba em pequenino.
Eram todos filhos de uma cadela pastora alemã, que tinha sido abandonada.

A senhora, (que já tem 3 cães abandonados e vive numa pequena moradia), ao descobri-la debaixo de um carro muito velho, com os cachorrinhos, mandou fazer, junto ao muro das traseiras, num cantinho da rua, uma casinha com umas tábuas, uns bidões à volta e uns plásticos grandes, em cima, para que ela e os pequeninos não apanhassem chuva, e também eles não pudessem sair.
Os vizinhos ajudaram.
Foram sempre limpos e tratados e nunca lhes faltou comida.
Estava a levar os pequeninos, já com um mês e meio para as primeiras vacinas e a colocar anúncios, na tentativa de encontrar-lhes donos.
Quando viu o meu amor pelo meu Kimba, pediu para eu ficar com um deles.
Mas eu não queria que ele visse entrar outro cão lá em casa; ele era muito inteligente e poderia pensar que estava a ser deixado à margem, já que um cão pequeno exige muita atenção e cuidados.
E eu ainda tinha esperança de poder ter o meu Kimba mais uns anos.

Infelizmente tudo se desencadeou repentinamente, a saúde dele fraquejou e quando perguntei à veterinária se o cão fosse dela o que faria, ela, chorando tanto como eu, respondeu, peremptoriamente que o abatia e terminava tudo antes que começasse o verdadeiro sofrimento, que se avizinhava, e também a degradação.
Não hesitámos!
Então, é já! Por ele e por nós.
Não quero que sofra nem um minuto.
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(Na minha opinião isto também devia ser facultado às pessoas que já não encontram qualidade de vida. Apenas se degradam perante os amigos e familiares.
Não pedimos para nascer.
Depois de nascidos, somos responsáveis pelos nossos actos e apenas a nós compete responder perante Deus pelo que fizemos da nossa vida, o que aguentámos ou não e a decisão que tomámos.
Somos donos da nossa vontade e corpo, mais ninguém.
Somos os únicos responsáveis por nós mesmos.
Devia ser-nos facultado o modo de terminar o que decidimos não continuar.
Ninguém tem o direito de nos obrigar a continuar neste mundo. Isso é uma violência!
Devia ser-nos facultado um meio de poder terminar em paz e docemente, antes da degradação, um corpo que já não encontra razão para viver.
É um direito nosso, querer viver ou prescindir da vida!
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Existe um serviço que dá assistência aos veterinários, nesta zona, e vem, de imediato, quando requisitado. Trazem uma caixa consoante o tamanho do animal, um tapete onde são enrolados e levados para um pequeno cemitério onde depositam os n/animais de estimação.
Com uma lápide, se assim o quisermos, e a respectiva identificação.

Nunca vi motivos para andar a visitar um local onde está uma cruz e um pedaço de chão.
Cortar flores para lá pôr, também não me diz nada. Nem do meu quintal corto as minhas. Lá é que é o lugar delas, na planta mãe, não cortadas, na minha jarra.

Sou contra tudo que implica violência, e arranca do lugar respectivo seja o que for.
Já retirei ervas daninhas e coloquei num vaso, apenas porque estavam em flor e eu não queria perdê-las; só não queria que estragassem e abafassem as outras, que eu tinha semeado.
Assim, fica tudo em paz e vivo, sem que haja violência e morte.
Depois da morte, a alma vai-se e o que fica é matéria, transformável.

Ir lá visitar o quê?
Procedo de igual modo para animais e humanos.
O que não fizermos em vida... não vale em visitas depois da morte.
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Resumindo e terminando: perante tamanho desgosto, a veterinária propôs telefonar para a senhora dos cachorrinhos e pedir-lhe um deles para nós.
inda estavam todos e ficámos de imediato com o cachorrinho preto, parecido com o Kimba e que me encantara.
E aqui temos um bebé de 1 mês e meio que é enorme e já pesa 6 quilos e 750 gramas, chamado GOBA.
Aumentou 350 grs de um dia para o outro.
Tem umas enormes patorras e, felizmente porque até é bom que não seja igual para não entrarmos em comparações, uma pequenina pêra branca (bem no centro do queixo) do tamanho de uma unha mínima. No peito alguns pelinhos também brancos, sem que cheguem a formar uma malha. Nas patas de trás umas biqueiras de sapatos brancos e nas da frente umas ainda mais pequenas.
Além de ter cara de parvo, por ser ainda muito bebé, embora já denote grandes qualidades de esperteza e asseio, é um grande ponto e também parece bastante sossegado.
O Kimba também nunca incomodou ninguém, nem mesmo em bebé.
O brilho do pelo negro é idêntico ao do Kimba.

Aqui têm porque vos digo que tenho uma nova missão - cuidar de um abandonado.

Jamais o Kimba sairá dos nossos corações, mas todos temos um coração grande e podemos bem arcar com mais uma dose de amor.
Abriremos novo compartimento. Selamos o outro.
O meu filho a quem também faz muita falta o amigo que todos os dias o esperava no portão, está mais feliz.
Aguarda que este novo amigo aprenda a esperá-lo também.

Queridos amigos que me acompanharam neste drama, agradeço de todo o coração as mensagens de encorajamento.

Aguardem novos poemas (quando eu conseguir escrever de novo) e as fotos do paspalhão, (por enquanto), que se presume venha a ser maior do que o antecessor.

Deus nos guarde a todos e nos poupe de desgostos.
A vida é demasiado curta para tanto sofrimento.
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O meu cão viveu entre 7/02/1991 e 17/05/2001.
Sempre o choraremos. Jamais o esquecerei.
--------------
17/05/2001
Laura B. Martins

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publicado por LauraBM às 14:49

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