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Terça-feira, 28 de Abril de 2015

Jolly da Vanilma - 28/04/2015

pedaçodenos.jpg

Olá, Laura! Agradeço o seu contato.

Estou arrasada. Perdi a minha bebê de 15 anos e meio, ontem (28/04), vítima de uma infecção, cuja causa não foi confirmada (os veterinários estavam em dúvida entre doença do carrapato e leptospirose). Foi uma semana de sofrimento! Assim que começou a apresentar os primeiros sintomas, nós a levamos a  uma clínica 24 horas, onde foi internada.  Não houve tempo de fazer um exame de sangue que confirmasse alguma das suspeitas dos médicos, uma vez que apenas um teste sorológico poderia apontar o agente infeccioso.

 

Fiquei bastante aflita quando seu sofrimento começou. Não só por saber que ela se encontrava doente, mas também por me sentir culpada. Há quase um mês apareceu um rato na minha casa e fiquei sem coragem de mata-lo. Sempre tive pena de todos os animais e, uma vez, vi uma página na internet que criticava a forma como tratávamos essa espécie. Como moro em casa, sou acostumada com animais urbanos, como pássaros e lagartixas. Sei que ratos são nocivos, sabia que tinha que matar o que estava me incomodando, mas não sabia que atitude tomar. Coloquei veneno e, algum tempo depois, ele apareceu morto, e foi minha princesa que descobriu o local em que o mesmo estava. Não sei se ela entrou em contato com alguma secreção daquele animal morto, ou se bebeu ou comeu algum alimento contaminado com a urina dele. De qualquer modo, suas vacinas estavam em dia, especialmente a da lepto, que havia tomado em março.

 

Minha Jolly sempre foi bem cuidada. Meus pais e eu sempre cuidamos bem dela, com o maior amor. Havia feito um check-up no dia 30/04 e tudo estava ok, nenhuma anormalidade no coração que não fosse comum da idade. Tinha todos os dentinhos, subia no sofá e na poltrona sozinha e, apesar de uma pequena catarata, enxergava. Ouvia mal, mas, caso falássemos em um tom mais alto, ela atendia. Tinha tudo para viver muitos, mas muitos anos. Isso é o que dói mais.

 

Quando internada, ela fez um exame que, segundo a veterinária, caso houvesse alguma alteração, poderia indicar a lepto. O resultado foi normal, e alguns dos plantonistas da clínica chegaram a descartar essa possibilidade e afirmaram que se tratava da doença do carrapato. Mas essa dúvida tem me deixado muito atormentada. E se tive sido mesmo a doença do carrapato, também fico sem entender, pois usávamos sempre Frontline, dávamos banho toda semana e ela estava sempre em casa. Tenho um vizinho que cria cinco cachorros em um espaço muito pequeno, e sei que não são bem tratados. Se tiver sido a doença do carrapato, com certeza, veio de lá.

 

Sei que descobrir a causa da sua doença não trará a minha princesinha de volta. Mas fico revirando os fatos, perguntando o que eu poderia ter feito para salvá-la. Gastamos muito na tentativa de curá-la, e gastaríamos o dobro se soubéssemos que isso a traria de volta. Daí fico pensando: não foi por falta de recursos financeiros, de carinho, de prevenção, de falta de atenção com a sua saúde. Ela era tão paparicada que, a qualquer comportamento diferente, a qualquer gemido, corríamos para o médico a fim de descobrir a causa e tratar.

 

Não me conformo com a sua perda. Sinto-me incapaz e responsável por tudo que passou. Era meu dever protege-la de tudo. Onde ela está agora? Não pode ficar sozinha, é como uma criança. Pequeninha, branquinha, fofinha, um bebê… Minha florzinha, quanto amor tenho por ela! Não quero saber de outro animal, pois não quero substitui-la. Ela era muito especial, única. Educada, fiel, companheira, linda! Nunca haverá cachorrinha igual a ela! Acho que a ficha nem caiu ainda. Já chorei horrores, desde que ela se internou. Rezei tanto para Deus salvá-la e Ele a levou de mim. Tive esperanças, mas elas se foram quando a vi tão debilitada. Fui a última pessoa a visita-la. Estava muito mal, inchada, com icterícia. Mal levantava a cabeça. Tão triste isso. Que doença horrível! Sinto-me tão culpada por tudo. Estou sofrendo demais. Éramos apegadas demais. Cada canto da casa evoca algum momento seu, algum hábito que tinha. Ela era tudo pra mim, dava-me força, fazia-me sorrir. Eu era alguém melhor por tê-la comigo.

 

Muita dor! ;( Espero que me compreenda. Estou desesperada, vazia. Nunca havia perdido alguém. Tenho 28 anos e já sofria de depressão e pânico. Ela me dava muita força para enfrentar a doença. Agora, que se foi, estou no abismo novamente. Não serei capaz de amar mais nenhum animal, nem quero. Só quero a minha Jolly, entende? Eternamente! ;~~~~

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Vanilma

 

Resposta a uma amiga que perdeu a cadelinha.

 

Vanilma, li e entendi tudo quanto me contou e até compreendi o sofrimento.

Chore tudo que tem para chorar porque isso ainda não é pago e podemos fazê-lo acompanhados ou sós.

Ainda nos dão esse direito, graças a Deus!

Mas o tempo vai passando, as lágrimas corridas darão lugar a uma ou outra quando se encontra um objecto ou vem uma lembrança mais veemente e, por fim, secam.

Não quer isso dizer que muito mais tarde, ao falar dela a alguém, não se marejem os olhos e um soluço não suba no peito. É assim mesmo a saudade, é próprio.

Se está no fundo do poço, terá que sair pelo seu próprio pé pois nesta vida, minha amiga, ninguém pode mais que nós próprios. Temos a força e o sal escondidos dentro de nós. E quando a gente não quer... até podemos morrer de desgosto.

 

Mas você vai levantar-se, olhar para um céu maravilhoso, uma flor que desabrocha, um passarinho cantor.

O calor do sol vai aquecer esse gelo dentro do seu peito e vai retornar ao estado normal.

Aí, o coração vai pedir outro amor. É assim a Lei da vida.

Não é exactamente «Rei morto, rei posto», é mais vou reagir por amor daquela que se foi e está agora em paz. Vou doar amor, este amor que me sufoca, a um outro ser que me vai acompanhar por  mais alguns anos.

Não tenha medo de sofrer porque quem muito ama, sofre. As alegrias compensam os sofrimentos.

Nunca serão muitos anos que esses amores vivem. Infelizmente, eles duram pouco em relação ao amor que nos dão. A média são 12/14 anos se não forem raças muito especiais. Essas ainda duram menos, se muito elaboradas, e nós sabemos como os criadores são capazes de apuramentos e misturas estranhas.

 

Portanto, minha amiga, o tempo que ela durou foi óptimo. Foi até mais do que o normal, embora haja excepções.

Que pensou? Nunca iria passar por esse trauma da despedida? Foi duro a forma como ela se foi?

De alguma forma iria, todos vamos. Pensou que ela se iria cheia de saúde? Uma noite acordava e ela já se tinha ido, calmamente? Isso é uma raridade. Não sei se é bom ou mau.

Já tive que mandar eutanasiar  tantos, entre gatos e cães... Todos adormeceram no meu colo. Isso é muito duro, deixa-nos de rastos. Mas, quem viveu comigo, termina nos meus braços.

Não sei se preferia a surpresa duma morte inesperada, sem eu estar presente. Se um veterinário me diz que não se pode fazer mais nada e o animal sofre, eu nem hesito.

 

Não vou maçá-la mais, agradeço o seu contacto e cá ando eu à procura de mais uma amiguinha canina para alegrar os meus dias. Quando se for, logo se verá mas preparo-me para muitas alegrias e cuidados.

Ainda tenho um casal de gatos, mas houve um tempo em que havia gato e 3 cadelas cá em casa.

Eu nunca aprendo nem tenho medo de amar.

 

Se quiser, uma última homenagem, envie-me uma foto dela e escreva alguma coisa que queira que eu publique. Grande ou pequeno, o texto, eu publicarei na íntegra e a foto também.

Data de nascimento e outra, quantos anos a teve, etc.

Já viu as homenagens de outros donos lá no blog.

Mas não vale chorar cada vez que lá for ver.

 

Fique com Deus e com  os mesmos anjos que acompanham agora a sua menina.

Um dia se encontrarão na porta do céu. 

Um beijo e um abraço para você, Vanilma.

Laura Martins (de Portugal)

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publicado por LauraBM às 23:06

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