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Destinei este blog aos animais que já não estão mais comigo ou neste mundo,

e aos amigos com animais também já adormecidos que, roídos pela saudade,

ainda escrevem sobre eles.
Vamos homenageá-los?

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Terça-feira, 10 de Maio de 2011

REX - Meu fiel companheiro!

Estou aqui ... em frente ao micro, tentando fazer as minhas actualizações de Natal.

Mas a tentativa é em vão, não estou conseguindo, pois ao meu lado, alguém sofre e chora pela minha atenção.

Apesar de não o entender, sinto a sua necessidade de carinho, e ele é merecedor, pois nos deu muitas alegrias em seus 16 anos de vida, e foi o companheiro diário na solidão de minha Mãe.

Hoje, o seu sofrimento e suas limitações, revelam seu processo de partida, mas, até em seu último instante receberá meu carinho e gratidão, pelas festas que sempre fez quando eu abria a porta, ao chegar do trabalho.

Seu nome é Rex, um cãozinho sem raça, mas com uma amizade fiel, que durante sua vida sempre nos deu o seu melhor.

Peço a "São Francisco de Assis",  protector dos animais, que não o deixe sofrer nos seus momentos finais, pois mesmo gostando muito dele, prefiro vê-lo descansar, porque a sua meta, com certeza foi cumprida, dando-nos alegrias com a sua companhia.

Rex, meu fiel companheiro...
vá em paz, com a certeza de que muito te amamos!!
--------------------------------------------  

Airton Ferreri "Homem Sonhador"
em 10/12/2003, quando seu cãozinho Rex
cumpriu sua etapa aqui, junto de nós.

http://www.homemsonhador.com/rex_meu_fiel_companheiro.html

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Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

Agora, sim!

cao_patacabeca.jpgAgora sim, após quase seis anos, minha casa ficará totalmente livre de pelos. Eu estava sempre com uma vassoura na mão ou um paninho, para retirá-los dos lugares mais inusitados.
Agora sim, não vou precisar levantar rapidamente da cama, às seis da manhã, ao ouvir o bater do jornal na lajota da frente. Diariamente nós disputávamos para ver quem chegava primeiro para ler as notícias em primeira mão. (O problema é que ele só sabia "ler" mastigando as folhas.)
Agora sim, ninguém vai me trazer esperançoso, um boneco me convidando para brincar. Não vou ficar sem ar jogando bola, balançando bem alto garrafas pet ou disparando atrás dele pelo gramado, durante séculos, até ficar esfalfada. O bandidinho não permitia paradas e ficava latindo insistente para que a brincadeira continuasse indefinidamente.
Agora sim, não terei mais patas sobre meus ombros me abraçando sempre que eu pedia... Bom dia dado sério, pela manhã, com ele sentado, me olhando quando eu abria a porta, patinha levantada para ser sacudida.
Ninguém ficará rosnando e latindo à noite, na porta da sala, até eu levantar do sofá e lhe alcançar uma fruta. Não preciso mais por barreira na porta da frente para que ele não entre e se esparrame num resmungo, no tapete da sala. E me olhe com aquele olhar pidão de: ("Me deixa ficar aqui contigo só um pouquinho!")
Finalmente os passarinhos e abelhas vão ter sossego porque ele não chegará mais aos pulos para espantá-los.
Agora sim, quem quiser, pode chegar à minha casa, sem levar um susto ao ser recebido pelo grande cão que adorava que pensassem que era uma fera. (Bobagem, porque bastava por a mão em sua cabeça para que se desmanchasse em requebros alucinados.)
Agora sim, vou poder ir à praia sozinha, caminhar pela areia, sem vê-lo ir e vir alegremente pelas dunas. Ninguém vai mais por o focinho insistentemente entre as folhas de jornais ou revistas quando eu estiver lendo. Querendo atenção, empurrando minha mão para coçar seu pescoço.
Não mais olhares doces. (Eram os olhos mais claros, lindos e doces que já vi!) Cabeça no meu colo, rabinho abanando, comunhão amiga.
Agora sim, o silêncio reinará absoluto em cada canto da casa. Meu amigo foi embora, e se existe um céu para cães, ele deve estar lá agora, correndo com amigos por verdes vales.

Ninguém mais terei, então, para me receber com latidos alegres quando eu chegar e vou ter que parar de rir à toa com suas piruetas.
Agora sim, acho que finalmente, vou começar a envelhecer e aprender a chorar...
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Recebido via Internet, s/autoria

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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Flopy – o caniche da Jacqueline

Flopy_canicheJackie.jpgA vida é bem complicada para algumas pessoas.
Uma delas é a minha amiga Jacqueline que, junto com a família, saiu do seu país, o Brasil, para trabalhar em Inglaterra.
Os animais (cães e gatos) tiveram que ficar ao cuidado duma empregada que ela paga religiosamente todos os meses. Infelizmente não haverá muitos donos assim, amigos dos seus animais de estimação.
Um deles é o seu amado Flopy por quem ela nutre uma estima muito especial.
Ela escreve e conta-me das suas profundas saudades deles, especialmente do Flopy, já velho, que ela teme não ver mais.

Também para eles foi muito doloroso o afastamento. Os animais amam-nos incondicionalmente e ressentem-se muito se nos afastamos.

Ah, como é amarga a vida de algumas pessoas!

Desejo sinceramente que a vida da minha amiga se recomponha e ela possa, enfim, voltar para a sua terra e para os seus adorados bichinhos.

Este artigo não fala da morte, mas duma situação igualmente muito dolorosa – o afastamento e a saudade imensa.
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24/03/2009
Laura B. Martins


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Domingo, 10 de Maio de 2009

O guardião

Doberman_grades.jpgMorei por alguns meses numa chácara, na parte que antes era uma clínica e no momento estava vazia.

A proprietária morava na parte da frente.

O cachorro dela, um dóberman, assim que me viu mudou de dona. Primeiro ele urinou na minha porta da frente, para marcar território. Aos poucos, foi marcando mais. Na outra porta, ao redor da minha cama, da minha escrivaninha e até da minha cadeira.

Ao invés de dormir no quartinho de ferramentas, preferia dormir na minha porta, tomando conta de mim, nem que chovesse ou fizesse frio. E não queria entrar, queria mesmo montar guarda, como se soubesse que a região estava cheia de bandidos.

 

Às vezes ficávamos sozinhos na chácara, só eu e ele, passeando de madrugada como se fosse meio-dia. Eu não sentia medo, nenhum, de nada.

 

Quando me mudei, não podia levá-lo, pois além de enorme, não era meu.

Dia desses fiquei sabendo que ele morreu.

Tinha um nome guerreiro, chamava-se Átila, mas foi um anjo que passou pela minha vida.

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10/08/2006

Ana Suzuki

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Sábado, 10 de Maio de 2008

Uma Vida Inteira de Dedicação

cadela-Cocada.jpgEsta história é verdadeira e aconteceu comigo, eu só tinha 5 anos, mas me lembro como se fosse hoje.
Que surpresa meus pais me reservaram para aquela noite. Dentro de uma caixinha cheia de furinhos descobri que meu presente era “vivo”, a caixinha toda amarrada com laços vermelhos, não pude me conter em desata-los e imediatamente eu abri  e vi aqueles olhinhos escuros me olhando e o rabo abanando, foi amor a primeira vista. Amor que cultivo até hoje pelos cães e outros animais, amor que cresceu comigo e me ensinou o que é a sincera amizade.
Era um cãozinho branquinho, com manchas beges, olhos negros e que eu chamei  de Toddy.
Toda minha infância se passou ao lado do meu cão, mas um dia quando eu não estava em casa ele pegou uma porta aberta e fugiu, com certeza estava me procurando, como não estava acostumado em ir a rua, ficou muito assustado. Logo assim que eu cheguei do colégio e senti a sua falta, accionei meu pai, coloquei toda família em busca pela vizinhança, mas nada.

A noite caiu e eu apavorado... como estaria meu amigo, se ele estava com fome, com  frio, foi assustador, assim  você se sente inútil e pequeno.

No dia seguinte meu pai colocou anúncio no jornal, a situação era igual ao comercial que o Jornal Globo veiculou a alguns anos; três dias depois o telefone toca e uma senhora diz que recolheu aqui perto, a  apenas uma quadra da minha, um cãozinho com as características do meu, ao chegarmos lá, ela repetiu que teríamos que provar que aquele era mesmo o nosso cão.   Para surpresa dela quando Toddy ouviu a minha voz, saiu dos fundos da casa correndo em minha direcção, a alegria do reencontro bastou como prova necessária.
Voltamos para casa felizes e ficamos amigos da família que havia salvo meu companheiro e amigo.

Toddy foi meu parceiro de todas as brincadeiras, ele estava sempre presente, fomos crescendo juntos.

O tempo foi passando e a nossa amizade era cada vez mais forte, eu já estava com 20 anos quando o meu amigo, já bem velhinho morreu.
Seu amor por mim frutificou, hoje (aos 50 anos) enquanto escrevo este texto ao computador, estou com a “Cocada”, (foto acima), minha nova paixão, deitada aos meus pés.
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11/03/2006
Álvaro Ramos
criador, ex-presidente do Siberian Husky Club
e editor do Jornal Cães Animais & Co.
caescompany@globo.com

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publicado por LauraBM às 23:51

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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Porque os cães vivem pouco?

cao_paisagem.jpgPor que os cães não vivem tanto quanto as pessoas?


Sou veterinário, e fui chamado para examinar um cão da raça Wolfhound Irlandês chamado Belker. Os proprietários do animal, Ron, sua esposa Lisa, e seu garotinho Shane, eram todos muito ligados a Belker e esperavam por um milagre.

Examinei Belker e descobri que ele estava morrendo de câncer.
Eu disse à família que não haveria milagres no caso de Belker, e me ofereci para proceder a eutanásia para o velho cão, em sua casa.
Enquanto fazíamos os arranjos, Ron e Lisa me contaram que estavam pensando se não seria interessante deixar que Shane, de quatro anos de idade, observasse o procedimento.
Eles achavam que Shane poderia aprender algo da experiência.

No dia seguinte, eu senti um "aperto na garganta", enquanto a família de Belker o rodeava.
Shane, o menino, parecia tão calmo, acariciando o velho cão pela última vez, que eu imaginei se ele entendia o que estava se passando.
Dentro de poucos minutos, Belker foi-se, pacificamente.
O garotinho parecia aceitar a transição de Belker sem dificuldade ou confusão.

Nós nos sentamos juntos um pouco após a morte de Belker, pensando alto sobre o triste facto das vidas dos animais serem mais curtas que as dos seres humanos.
Shane, que tinha estado escutando silenciosamente, saltou:
- Eu sei porquê.
Abismados, nós nos voltamos para ele. O que saiu de sua boca me assombrou. Eu nunca ouvira uma explicação mais reconfortante.
Shane disse:
- "As pessoas nascem para que possam aprender a ter uma boa vida, como amar todo mundo todo o tempo e ser bom, certo?"
O garoto de quatro anos continuou...
- Bem, cães já nascem sabendo como fazer isto, portanto não precisam ficar por tanto tempo.

Algum de nós tem algo a acrescentar ou será que aprendemos alguma coisa?...
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27/07/2006
Texto recebido via Internet, s/autoria

 

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publicado por LauraBM às 23:06

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Sexta-feira, 4 de Junho de 2004

Lady, do Ivan

Esta é a Lady, ainda nova e vigorosa!
Lady_Ivan.jpg
Ela nasceu em Novembro de 1996 e faleceu em Novembro de 2004. Portanto com oito anos.
Também gostava muito de passear de carro. Ultimamente, muito gordinha e pesada, tinha-mos de pegar-lhe ao colo para a instalar no carro.
Muito meiga também, mas se a magoavam, mordia logo. Não podia ver gatos, logo os perseguia. Cheguei mesmo a observar ela a matar um gato. E tal era a sua ferocidade, que perturbado com a situação tentei intervir, mas receando a atitude dela; não consegui mesmo salvar o pobrezinho. Mas no dia seguinte ela matou outro, que também não consegui evitar.
Pombas novinhas que por vezes aparecem no chão, ao ensaiarem os primeiros voos, normalmente eram vitimas perfeitas para ela. Algumas consegui salvar, mas não era fácil.
Mas para com as pessoas era um animal muito meigo.
Também era relativamente esperta. Nada tem de original, mas era capaz de abrir as portas de rede, puxando-as com a patinha; o outro nunca atinou a fazer o mesmo.
Também era corajosa. Ela corria para os sítios onde existia algo que lhe chamasse a atenção. Já o cão faz muito barulho, faz que vai, mas logo, logo corre para junto de mim.
Quando queria ir ao Jardim fazer as suas necessidades ou beber água, vinha tocar com a patinha na minha perna. Isto porque tanto ela como o cão faziam-me companhia enquanto estou aqui no computador. O cão também nunca teve essa atitude.
Ainda e ao contrário do cão que todo o dia anda a traz de mim, ela era mais independente. Por vezes estava comigo, mas tomava a iniciativa de ir para outros sítios.
Foi talvez essa característica que a levou à comida fatal.
O cão nós sabemos sempre onde ele está. Já com ela era diferente; resolvia ausentar-se e pronto. Lá ia fazer as suas explorações.
Os últimos tempos entre nós não foram os melhores para ela. Como oportunamente lhe terei dito, sofreu imensos golpes longos e profundos, pela cadela da minha filha.
Pouco tempo depois ficou cega de uma vista em consequência de nova agressão.
Mais recentemente voltou a ser vitima de outro acesso da mesma cadela. Menos grave, mas ainda assim, quatro perfurações no pescoço; ainda eram visíveis as cicatrizes.
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8/11/2004 - Açores
Ivo Lourenço
(Meu amigo Ivan)

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publicado por LauraBM às 23:04

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Jumbo, do Ivan

Este é o Jumbo, ainda bem novo e vigoroso!
Junto dele, o meu neto com quem costumava brincar.
Jumbo_Ivan.jpg
Ele nasceu em Maio de 1992 e faleceu em Agosto de 2003. Portanto com 11 anos.
Nesta foto, ele está preso por uma corrente a um cabo de aço que lhe permitia um percurso de cerca de 30 metros,
entre a sua casa e o portão de entrada. Muitas vezes tive de reparar esta engenhoca, porque ele frequentemente arrancava com as estacas, não obstante serem duplas.
Quanto a situações interessantes... Que lhe poderei dizer?
Quando ele era o único cão em casa, e eu possuía uma carrinha, era frequente levá-lo a passear connosco. Ele saltava para a carrinha sempre que a porta traseira se abria. Só que tinha o hábito de se ausentar se o libertavamos no sítio de destino. Cheguei a ter grandes aborrecimentos por isso.
Sendo um animal pacifico; não me recordo de ele ter ameaçado alguém. A verdade é que pelo seu tamanho e vozeirão ao ladrar, as pessoas receavam-no.

Um colega meu um dia me procurou aqui em casa. Entrou vindo tocar a campainha existente na porta de entrada, que se situa numa varanda. Nós não estavamos. O cão entretanto apareceu e claro, ladrou para ele. Disse-me ele mais tarde, que ficou retido bastante tempo, até que aproveitando uma oportunidade, se raspou.
Com uma senhora que aqui vinha fazer a leitura do contador aconteceu o mesmo, só que ela conseguiu tocar a campainha, indo eu socorrê-la.
De uma maneira geral, sempre que tinhamos alguma visita e o cão estava solto, tinha sempre que o amarrar. Por mais que afirmasse que ele não fazia mal, as pessoas receavam-no.
Ainda que os não comesse, apanhava os ratos e os matava. E quanto a gatos, só numa semana enterrei quatro. Alguns bem bonitos, grandes e com coleiras. Enfim, está na natureza deles serem assim.
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8/11/2004 - Açores
Ivo Lourenço
(Meu amigo Ivan)

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publicado por LauraBM às 22:50

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Quinta-feira, 3 de Junho de 2004

A nossa Jaquina

Jaquina.jpgA Jaquina foi uma cadela pastora alemã, que deveria ter entre os 6 meses e os 8 meses,
pensamos nós, pois que as suas orelhas ainda não estavam espetadas quando andava por aí na rua.
Lembro-me bem que na altura em que ela apareceu aqui na zona, estava cá montado um circo, e que ela por lá «passeava» ao pé dos cavalos e dos póneis.
Só que o circo saiu da vila e ela ficou.
Era uma cadela que toda a gente escorraçava e lhe batia.

Quando está bom tempo e não existe o perigo de os animais apanharem nem carraças nem carrapatos, costumo sair com a Salomé, pois que ela gosta muito de ir à rua, dar o seu passeiozito. Num desses passeios a Jaquina resolveu seguir-nos.
Depois de uma troca de narigadas com a Salomé, esta deixou-se seguir.
Veio atrás de  nós até à porta de casa.
Magra ela não estava, porque um sujeito da vila que tem imensos gatos e lhes dá as refeições na rua a qual eles não comem toda, deve ter servido para a Jaquina sobreviver, até se vir sentar à nossa porta e dormir debaixo do nosso carro pelo menos uma noite.
Era escorraçada pelas pessoas do café da nossa rua, os quais tinham dois cães.
O que é certo, é que resolvemos dar-lhe de comer, tendo aparecido um dos cães do café a roubar-lhe a comida. Nessa altura tivemos que repetir-lhe a dose tendo que ficar a conta enquanto ela comia.
Foi quase um namoro entre ela e a gente.

Enfim... a situação tornava-se complicada e porque para além da Salomé tínhamos uma gata que também faleceu, gata essa que educou a Salomé, o que é certo é que a pastora alemã ainda não arrebitava as orelhas, isto é, eles só começam a arrebitar as orelhas por volta dos três meses, portanto ela não poderia ter muito mais visto que ainda não tinha feito a muda dos dentes,
conforme nós viemos a constatar.

A minha mulher achou-lhe graça, à pouco tempo tínhamos trazido um outro (cachorro) com uma perna partida que tínhamos ido por ao canil de São Francisco a Loulé, porque ele tinha uma pata partida e não podíamos tratar do animal.

O que é certo é que a Jaquina foi aceite pela Lili (Gata) e pela Salomé.
Não entrou pela porta da frente mas sim pela do lado que dava para o quintal, tendo ficado instalada no anexo da casa.
Tivemos que a besuntar de Frontline, pois estava cheia de carraças, e posteriormente dei-lhe um bom banho, já que teria que ir ao veterinário da zona.
Aí foi a primeira discussão que tive com esse veterinário, pois que este dizia que ela era muito mais velha do que era, e aplicou a dose das vacinas como se fosse um cão adulto, o quase a ia matando, pois que esteve muito abalada durante uns dias.
O certo é que mudámos de veterinário.

O que dizer mais da Jaquina, a sua obediência era um espanto, o seu pelo mesmo um dia antes de morrer estava brilhante, inclusive a própria veterinária que a tratou, o referia, que na Universidade de Córdoba o primeiro sinal de doença do animal que lhe tinham ensinado era o pelo baço e quebradiço, coisa que ela não tinha.

O que é certo é que "finou-se" ficando a olhar para a minha mulher; como que dizendo «gosto tanto de ti»!

Estranho fenómeno este, tinha sido batida e escorraçada, mas depois quando eu a passeava toda a gente tinha receio dela, não sei exactamente se dela se do dono, mas o que é certo é que ia agarrando um dos muitos chatos e inoportunos que se dedicavam a atirar pedras para o nosso telhado, tendo ficado sentada à minha espera na borda do passeio para que fossemos atrás deles.

Antes de terminar, refiro a doença que a matou: foi uma bactéria que eu transportei de uma das minhas escolas.
Isto porque quando soubemos qual era exactamente o remédio preventivo já a gata e a
Jaquina estavam contaminadas e, contrariamente ao que dizia a veterinária fizemos o tratamento profilático à Salomé, que parece não ter nada e ter ficado bem.
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20-03-2003
José Azevedo

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publicado por LauraBM às 21:54

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Domingo, 2 de Maio de 2004

Procura-se um cão

cao_falante.gif Dedicado a Sultão o Vira-Latas da minha infância.

É imprescindível que não tenha nenhum pedigree.
Preferência para focinhos pretos e pelagem de cor indefinida.
Pode ser magro, que de tanto, tenha o contorno do esqueleto exposto sob a pele.
Que seja capaz de encarar todas as pessoas com aquela inocente confiança de cão abandonado, que nunca distingue quem vai lhe dar um osso ou uma porrada... e mesmo assim, continua sendo capaz de olhar amorosamente tanto para os que o alimentam quanto para os que o escorraçam.
É preciso não ser muito preocupado com auto-estima. Vira-latas que se prezam costumam não ter nenhuma... porque são poços profundos de desinteressado amor.
Há que ter um olhar terno quase suplicante, ser capaz de olhar de soslaio e inclinar a cabeça choramingando, toda vez que não entender alguma coisa ou ficar desapontado por um pito que ele nem sabe se mereceu.
Deve ser ruidoso e estridente quando eu estacionar o carro na garagem, em manifestação inconteste de satisfação pela minha chegada e pela minha presença.
Há que saber brincar, esconder chinelos, arrastar tapetes e correr desvairado quando livre na campina ou na praia, por saber-me feliz e redobrar as peraltices, pelo simples fato de notar que eu o observo.
Há que ter senso comunitário e assim, estender a sua lealdade aos demais membros da casa e àqueles que ele sabe que me são caros.
Até hoje eu criei gatos - alguns de raça. Gatos são altivos, oportunistas, auto-suficientes, apesar de sumamente belos e graciosos. Tentei (em vão) aprender com eles a lição máxima da auto-estima... gatos são exímios na arte de se vender caro :-)
Agora eu procuro um vira-latas - talvez nem tenha que procurar - não só como amigo, mas como instrutor.
Quero assumir as virtudes que nele sobejam como a transparência, a ressonância, a espontaneidade e, acima de tudo, a capacidade de amar incondicionalmente, mesmo quando escorraçado.
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Fátima Irene Pinto
Inspirado no texto Simplesmente Gatos de Arthur da Távola

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publicado por LauraBM às 14:13

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