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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2005

ILHOTA e o cão Piloto

menino_caoHusky.gif Minha saudade nasce no meio da noite,
comprida como a estradinha de areia branca
que dribla as casas, sobe o morro
e vai mergulhar no rio Capivari.

Na minha infância a noite era densa e pesada.
Nela apenas os vaga-lumes
salpicavam a paisagem com seus holofotes.

As histórias eram revestidas de mistérios.
Nunca soube quem era a Mãe do Ouro,
mas meu tio João Cesário jurava tê-la visto um dia
e seus olhos brilhavam, enfeitando a narrativa.

Meu irmão José viu, certa feita,
no escaldante calor do meio-dia,
um caixão de defunto que sobrevoava a estradinha.
Fantasmas, assombrações, gemidos e gargalhadas
habitavam a vida dos ilhotenses.

Na minha infância eu era um menino pobre
que brincava no terreiro de chão batido
com meus bois de sabugo de milho.

Companheiro inseparável, o cão Piloto
tangia meu rebanho imaginário.
Um dia apareceu cabisbaixo, babando, triste.
A espingarda de meu pai cuspiu fogo sobre ele.
Ainda hoje tenho a sensação de que, vez por outra,
um bago de chumbo se desprende na minha alma,
perpetuando os efeitos daquele tiro fatal.

A estradinha continua lá,
branquinha, branquinha, a combinar com a cor
que hoje têm os meus cabelos.

Inertes e espalhados pelo pasto,
dormem os sabugos de milho.
Esperam que um dia o menino retorne
para lhes trazer novamente a vida,
quem sabe, ainda a tempo de transportar mandioca
para a próxima farinhada.
-------------
Solange Rech

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publicado por LauraBM às 18:05

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Quarta-feira, 2 de Junho de 2004

SUNNY-Saudade-Eda/Maria

Sunny_EdaMaria.gif Sunny, você foi para mim tudo que eu pedi à vida.
Deixou uma imensa e enorme saudade que não sai por um minuto do meu coração.
Nos mínimos detalhes eu a vejo, sinto o seu corpinho que eu beijava tanto nessa sua cabecinha linda e cheirosa.
Quando a mamãe Maria lhe dava banho e eu a enxugava, você já sabia tudo que eu ia fazer com você: rolava na cama e vinha rastejando, brincando para eu limpar as suas orelhinhas. Quando acabávamos tudo, você partia rápida, feito uma flecha e saia desabalada, correndo, e ia tomar sol. Esse sol que impregnou a nossa vida.

Não vou esquecê-la nunca, minha querida.
Onde quer que você esteja, saiba que as mamães a amam muito, que você não é esquecida nunca.
Que todos os que tiveram a felicidade de conhecê-la não vão tirar a sua imagem tão linda.
A tia Ana também a ama demais. Molha sempre você que se transformou, no mesmo seu cantinho da sala, num lírio da Paz.

Que você tenha encontrado todos os seus parentes nessa imensidão azul, onde Nosso Pai vai tomar conta de você, pois já não o podemos fazer.

Um beijinho carinhoso de suas mamães
------------
Maria e Eda

 

Sunny – Poema
A dor da saudade das donas - Eda e Maria
Como pode um serzinho de 4 patas deixar tamanho vazio?

Amei-te como jamais amei /
Te perdi como esperava. / Sem dor, com olhinhos fechados
Não vi tua despedida. / Entrei no quarto a chorar / Quase morri.
Perdi meu amor / De treze anos / Amados e queridos. / Sem traição nem desventura / Ah! Como te amo / E como te amei...
Acho que jamais / Amarei assim, outra vez.
Falavas comigo pelo olhar! / Tudo entendias / E como...
Carinha bonita / Feita com o pincel mais renomado / do mundo dos pintores.
Eras perfeita demais...
Quando dormias / Te contemplava.
Quando domingo, / Não estava mais só
No meu desalento de família perdida. / Tudo eras para mim.
Hoje só tenho um retracto / E a lembrança.
Lágrimas correm , deslizam / Profundas e amargas / Pois não tenho mais a ti.
Procuro-te pela casa / Não mais estás.
Estás no céu, creio eu / Com os outros bichinhos .
Sunny / Amor de minha vida
Cadelinha querida / Sempre te amarei!
--------------------
16/08/03 - Araruama,
Eda Carneiro da Rocha

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publicado por LauraBM às 01:49

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